QUARTA-FEIRA – 3/DEZEMBRO/2014

S. FRANCISCO XAVIER (1506-52). STO. Inácio de Loiola converteu-o, apesar da sua forte resistência inicial, repetindo-lhe a frase de Jesus : “Que que importa ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?” Com São Pedro Fabro esteve igualmente na origem da Companhia de Jesus. Depois, ao serviço do Padroado do Oriente da Corôa portuguesa, dedicou-se de alma e coração, na Índia, Molucas e Japão, a dar a conhecer Cristo, e pode por isso dizer-se que, na sua curta existência, “conseguiu ganhar o mundo inteiro e salvar a sua alma !”. Morreu antes de poder entrar na China, como era seu ardente desejo. É um dos padroeiros das Missões.

Isaías 25, 6-10a ; Sal 22,1-6 ; Mateus 15, 29-37

JesusAlimentaAMultidao_HerreraELE PARTE DO POUCO QUE NÓS TEMOS” (Mat.15,29-37). Porquê, nesta primeira semana do Advento, a liturgia terá escolhido o evangelho da multiplicação dos pães? O que será que ele nos anuncia sobre Aquele que vem ao encontro das nossas vidas, entregando-Se ao mundo? Algo com um significado muito importante: ao contrário de nós, que agimos quase sempre a partir daquilo que nos falta, do que não temos, Jesus parte do pouco que já temos para o multiplicar, para o fazer frutificar. Isto é um sinal de enorme importância para a nossa esperança, que tem sempre necessidade de ser confortada e consolidada. “…Eles estão coMigo há três dias e nada têm para comer!”. Jesus sentiu-Se compadecido, mas não teria também Ele fome, depois de passar três dias cansativos em jejum? Ele foi aqui, aliás, “tocado pela compaixão”, o que significa literalmente que é “tocado nas entranhas”: talvez fosse essa a fome que Jesus sentia. Enquanto homem, Ele partilhou certamente a nossa condição humana, inclusivé nas suas necessidades corporais, sentindo fome, sede, sono e cansaço… Mas enquanto Deus, Ele também teve fome, fome de homens e da sua resposta. Da mesma maneira que Cristo teve sede da fé da Samaritana pedindo-lhe de beber, também aqui Ele é“tocado nas entranhas” sentindo fome da fé destas multidões. Por Deus ter fome do homem é que o homem tem fome de Deus; é por Deus nos ter amado primeiro que nós podemos amá-lO e ser saciados nesse Seu Amor.

“Meditações Bíblicas”, trad. dos Irmãos Dominicanos de Saint-Martin de Mondaye (Supl. Panorama, Ed. Bayard). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.