SEXTA-FEIRA – 12/SETEMBRO/2014

SantissimoNomeDeMariaSTO. NOME DE MARIA. Como era habitual entre os Judeus, Maria provavelmente recebeu o seu nome alguns dias depois do nascimento.  O nome hebraico de Maria significa “senhora” ou “soberana”. Alguns dias após ter festejado a Natividade de Maria, celebramos hoje o seu Santo Nome e confiamo-nos à sua intercessão. O Papa S. Pio X decretou que esta festa fosse a 12 de Setembro, data comemorativa da vitória dos cristãos, comandados por João Sobieski, sobre os turcos que, em 1683, sitiavam novamente Viena. A vitória foi alcançada por intercessão da Virgem Santíssima, invocada pelo seu STO. Nome, à semelhança do sucedido na vitória na batalha naval de Lepanto, em 1571, então invocada como Nossa Senhora do Rosário. A Virgem Maria é, na verdade, “o auxílio dos cristãos” !

                              1Coríntios 9,16-19. 22b-27 ; Sal 83, 3-6.12 ; Lucas 6, 39-42

CAMlNHO DE LUZ  (Luc.6,39-42).  Uma boa visão é indispensável para a vida de todos os dias.  Mas a acuidade visual referida no evangelho não é a do corpo.  Refere-se em especial à clarividência da alma para discernir a verdadeira luz que dissipa todas as trevas. Cristo dirige-Se á nossa vigilância: não arrisquemos deixar cegar-nos por toda a espécie de engodos, certamente atraentes, mas cu-jos clarões são efémeros!   Tenhamos a força de vontade exigente para manter o olhar do coração fixado em Cristo, nosso Mestre, luz interior, doce e penetrante, que nos fará portadores da mesma Luz junto dos irmãos nos caminhos da vida.

UMA QUESTÃO DE OLHAR. O olhar do discípulo deve ser, em primeiro lugar, um olhar interior. A sua visão começa no mais íntimo de si mesmo. A humildade deverá ser a luz dos seus olhos interiores. Humildade diante de Cristo que dá a vida, e diante dos irmãos. Essa forma de olhar é também uma oração, um trabalho para todos os dias. Olhar e contemplar, como Jesus, é ver a acção de Deus em nós e à nossa volta.  É dar constantemente graças pela vida que nos concede, pedindo-lhE perdão e abrindo-nos aos Seus apelos. Será assim o olhar humilde do discípulo de Cristo.  O que cada um julgar ver errado nos outros deve primeiro levá-lo ao exame de consciência, para sua própria conversão. Só desta forma o discípulo exercerá a sua liberdade em perfeita coerência de vida e, com infalível benevolência, tornar-se-á guia de si mesmo.

“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.