1ªSEXTA-FEIRA – 5/SETEMBRO/2014

IRMÃ MARIA DE CAMPELLO (1875-1961). Esta franciscana dos Missionários de Maria, após a 1ª Guerra Mundial, durante a qual cuidou dos feridos, iniciou, com autorização superior, uma das experiências mais luminosas da vida evangélica do séc. XX. No velho ermitério franciscano de Campello, que ela restaurou, viveu com outras companheiras, até à sua morte com 86 anos, seguindo um programa ba-seado exclusivamente na oração, no trabalho e no acolhimento de hóspedes. Como várias irmãs, não pertencentes à Igreja católica, ti-nham vindo rapidamente juntar-se à sua comunidade, ela foi durante muito tempo mal vista pelas autoridades eclesiásticas e teve que renunciar quase 30 anos à celebração da missa no seu Ermitério. Escreveu numa carta : “A Igreja para mim é a sociedade dos crentes. Todo o crente sincero faz parte da alma da Igreja, este é por excelência o significado da palavra “católica”. Sinto-me em comunhão espiritual não apenas com um irmão cristão, mas também com um irmão israelita ou pagão, se viverem da fé, da esperança e do amor…”

1 Coríntios 4,1-5 ; Sal 36, 3-6. 27-28. 39-41 ; Lucas 5, 33-39

ACOLHER A MENSAGEM (1 Coríntios 4,1-5). Como poderemos ter as disposições necessárias para acolher a mensagem evangélica, sem que haja nada em nós a criar-lhe obstáculos ? Paulo dá-nos um conselho : agirmos sob o olhar de Deus, esquecendo a preocupação do julgamento dos outros. Eis uma forma poderosa de libertar o nosso coração, e bem sabemos que num coração livre Jesus pode fazer entrar a Sua mensagem, a qual, sendo antiga, continua nova.

NinguemDeitaVinhoNovoEmOdresVelhos“O VINHO NOVO EM ODRES NOVOS…” (Luc.5,33-39). É sabido que os jovens aceitam facilmente as novidades e correm atrás delas. Com a idade dá-se o inverso: é muito difícil renovar as formas de pensar e de viver. O erro dos jovens é não darem suficiente atenção às raízes, o erro dos velhos é esquecerem que, dessas raízes, a vida jorra sem cessar, sempre nova. Jesus propõe-nos uma liberdade que permite a renovação em profundidade, fundada numa sadia tradição, que não deve negligenciar-se nem congelar no passado. É claro que o texto do evangelho vai mais além da estrita visão natural do problema; porém, a nossa vida e o seu desenvolvimento, dependem mesmo dela, como sugerem as imagens “terra a terra” destas pequeninas parábolas. Sagrado Coração de Jesus fazei o meu coração semelhante aO Vosso !

“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.