QUINTA-FEIRA – 8/JANEIRO/2015

S. PEDRO TOMÁS (1305-1366). Carmelita, teólogo e bispo. Defensor do dogma da “Imaculada Conceição”.

1 João 4,19–5, 4 ; Sal 72 ; Lucas 4, 14-22a

O ENCONTRO DOS IRMÃOS (1 João 4,19-5,4). Demasiadas vezes, nas nossas comunidades, a fé viva e a solidariedade activa opõem-se estérilmente, ao ponto de se pressentir uma tensão interior entre a nossa fé e as necessidades de solidariedade humana. Nesta passagem da carta de S. João, diz-se que, ao contrário, a qualidade das relações fraternas e a promoção humana são o substracto do encontro com O Senhor. Com efeito, é pelos outros que nós somos conduzidos aO Pai. Amar significa unificar as nossas vidas pela via do encontro dos irmãos, fazendo como O Filho: amar, curar, apoiar.

“CUMPRIU-SE HOJE A PASSAGEM DA ESCRITURA QUE ACABAIS DE OUVIR” (Luc.4,14-22a). Estará Jesus confundido com as datas? Com efeito, não é hoje que Ele é consagrado pela unção dO Espírito Santo, que já sucedera no dia do Seu baptismo. Da mesma forma quando Ele prometer no Calvário ao bom ladrão: “Hoje mesmo tu estarás coMigo no paraíso”. A cronologia continua incerta! Mas o tempo escatológico de Deus não é o nosso tempo cronológico: toda a eternidade está contida neste hoje, no qual o fim já chegou sem, todavia, ficar totalmente cumprido. Neste hoje da sinagoga, a Escritura já se cumpriu, mas ela cumprir-se-á também no hoje do bom ladrão, tal como se cumpre igualmente nas liturgias quotidianas que actualizam a presença de Cristo já, ali mesmo, e nos fazem tender para a Sua manifestação futura… hoje.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.