DOMINGO DA EPIFANIA DO SENHOR – 4/JANEIRO/2015

STA. ISABEL ANA SEATON (1774-1821). Episcopaliana convertida ao catolocismo, fundou a Congregaçãodas“Irmãs da Caridade de S.José” para cuidar dos doentes. Foi a primeira mulher nascida nos Estados Unidos da América a ser canonizada.

Isaías 60,1-6 ; Sal 72 ; Efésios 3, 2-3a. 5-6 ; Mateus 2,1-12

AdoracaoDosMagosATÉ ÀS EXTREMIDADES DA TERRA (Mat.2,1-12). Caminhantes em busca de Deus, os magos vieram das quatro cantos da terra. A Palavra guia e orienta-lhes os passos. Eles seguiram a estrela até à humilde mangedoura. Diante da criança recém-nascida, já não há estrangeiros. A partir de agora, Deus encontra-se em qualquer dos lugares da nossa humanidade. Todavia, é necessário ousar procurá-lO e saber descobri-lO! O Senhor manifesta-Se em qualquer parte onde haja pessoas feridas pela vida. Nos lugares onde haja um rosto de homem, imagem de Deus, desfigurado, em quaisquer lugares onde haja uma injustiça a corrigir, aí O próprio Deus faz-Se sempre encontrar. A estrela brilhou para saudar a aurora nova da, agora, eterna manhã do mundo. Em Belém, os magos foram os mensageiros duma humanidade toda chamada à salvação. Com o ouro, com o incenso e com a mirra, tudo está dito nos três presentes dos magos. O ouro próprio para honrar um rei. O incenso para honrar um Deus. A mirra própria para honrar Alguém que vai conhecer e vencer a morte. Tudo o que os magos têm lhE dão. O seu caminho nunca mais será o mesmo por-que as suas vidas e os seus corações se transformaram. Tornaram-se outros e regressaram a casa por outros caminhos. Quantos homens e mulheres não terão também feito um dia a experiência dum encontro com Cristo? Esse encontro mudou-lhes a vida ao ponto de lhes dar uma orientação nova. Mas quantos dos nossos contemporâneos não aguardarão aínda igual encontro? Jesus não tem outras mãos, outras palavras, outros rostos, além dos nossos, para manifestar até aos confins da terra, aos nossos irmãos e irmãs em humanidade, a vida em abundância que nos dá. “Nesta solenidade da Epifania devemos interrogar-nos sobre o impacto que, nas nossas vidas, tem a vinda de Cristo à nossa carne, tal como se relata no Evangelho e se celebra na Liturgia. De facto, a descrição da visita dos magos convida-nos a entrar, como diz Sto. Agostinho:“no íntimo mais profundo do coração”. Seremos nós esse tipo de pessoas que “sabem” mas não se mexem um palmo por estarem presas ao rame-rame quotidiano, impermeáveis a qualquer interrogação? Ou seremos como os magos, que se deixam juntar no desejo de Deus – abrindo-nos ao Seu acontecimento – e aceitando “deslocar-nos” interiormente, arriscando-nos a sair do imediato que conhecemos para ousarmos um encontro? A manifestação de Cristo convida-nos à experiência pessoal de Deus! Todavia, isto implica sairmos para fora, para o relento, com tudo aquilo que nos falta, e deixar-nos tocar e conduzir até ao nosso coração onde a Luz sem ocaso nos aguarda”. Irmã beneditina Emmanuelle Billoteau.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.