QUINTA-FEIRA – 29/MAIO/2014

ROGAÇÕES. São orações de graças a Deus, pedindo chuva, boas colheitas, fim de uma epidemia ou a libertação de algum outro mal que ameace a comunidade. A “Conferência Episcopal Portuguesa” decidiu reduzi-las a um único dia, fixando-as na primeira quinta-feira depois do VI Domingo da Páscoa (antes da Ascensão dO Senhor).

Actos 18,1-8 ; Sal 97,1-4 ; João 16,16-20

PauloFabricanteDeTendas“DE FUTURO DIRIGIR-ME-EI AOS PAGÃOS.” (Act.18,1-8). A leitura dos Actos revela o espírito apostólico de Paulo no meio do mundo judeu e pagão. Em Corinto, o Apóstolo trabalha a fazer tendas e a pregar a fé cristã esforçando-se por converter os judeus sem omitir as verdades fundamentais. Bem sabia que a doutrina que expunha ia chocar frontalmente as convicções dos seus imãos de raça mas não a adapta, deformando-a, para a tornar “aceitavel”. Os Apóstolos pregaram o Evangelho na sua integridade, e assim o tem feito também a Igreja ao longo dos séculos. Paulo ensinou todas as verdades e preceitos de Cristo, até os mais severos, sem calar nem mitigar nada. E não teve medo de declarar: ser Jesus O Filho de Deus a quem se deve obedecer, e ser impossível ter outro Senhor; que um julgamento nos aguarda depois da morte ; que não é lícito regatear com Deus ; que só se pode esperar a vida eterna aceitando o caminho difícil de Cristo. Quem anuncia a doutrina de Cristo tem que acostumar-se a ser impopular em muitas ocasiões, a ir contra a corrente na doutrina e nos costumes, sem ocultar os aspectos mais exigentes: sentido da mortificação; diligência e lealdade nos negócios e na actividade profissional; generosidade na caridade; humildade de coração e de espírito; castidade e pureza na vida conjugal e fora dela ; fortaleza nas provações ; valor da virgindade e do celibato por amor a Cristo…

A TRISTEZA HÁ-DE TORNAR-SE ALEGRIA (João 16,16-20). O Senhor prometera aos discípulos que, passado algum tempo, estaria com eles para sempre : “Ainda um pouco e deixareis de Me ver, um pouco mais, e por fim Me vereis”. O Senhor cumpriu esta promessa nos dias em que permaneceu junto de nós depois da Ressurreição, mas a Sua presença não terminou quando subiu aO Pai no corpo glorioso, porque, pela Sua Paixão e Morte, nos preparou um lugar na casa dO Pai, onde há muitas moradas. “Voltarei e tomar-vos-ei coMigo para que, onde Eu estiver, vós estejais também”. O pensamento do Céu ajuda-nos a superar os momentos difíceis. Na hora da tentação pensemos no Amor que nos espera no Céu. A meditação sobre o Céu deve estimular-nos a ser mais generosos na luta diária, porque a esperança do prémio conforta a alma para se empreenderem boas obras.O pensamento do encontro definitivo do amor a que somos chamados, ajuda-nos a ficar mais vigilantes nas tarefas, grandes ou pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de partirmos para O Pai. É igualmente agradável a Deus que fomentemos a esperança teologal que está unida à fé e ao amor, a qual, em muitas ocasiões, nos será especialmente necessária.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.