SEXTA-FEIRA – 29/MAIO/2015

A_SantaUrsulaLedochowskaSTA. ÚRSULA LEDOCHOWSKA (1865-1939). Fundadora das “Irmãs do Santíssimo Coração Agonizante de Jesus”, (Ursulinas) foi uma percursora do movimento ecuménico. O seu lema era: “Inflama-te na oração até arder e gasta-te no trabalho até dar a vida”. “A minha política é o amor”, dizia esta polaca, canonizada em 2003 por S.João-Paulo II.

S. JOAQUIM DI FIORI (1130-1202). Monge cisterciense, da Calábria. Com 30 anos deixou o mundo e foi para a Terra Santa. Testemunha da pobreza radical evangélica, pregava uma Igreja humilde e “serva dO Senhor” no meio da violência das Cruzadas. Profetizava a eminência de uma “época dO Espírito”.

Ben-Sirá 44, 1 . 9-13 ; Sal 149,1 -6a. 9b ; Marcos 11 ,11 -26

“A MlNHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO …” (Marcos 10,46-52). No dia de Pentecostes os Apóstolos, cheios dO Espírito Santo, proclamaram O Evangelho, e cada um, nessa multidão vinda de todas as nações, ouvia-os na sua própria língua. Hoje, escutamos esta passagem de Isaías : “A Minha Casa será chamada Casa de oração para todos os povos” (Isaías 56,7). O contexto é muito particular : a coléra de Jesus contra os vendedores que faziam dO Templo de Jerusalém uma covil de ladrões! Isto recorda-nos que só O Espírito Santo pode ensinar-nos a orar com verdade. Só Ele pode purificar o nosso coração, tornando-o capaz de perdoar e de quebrar qualquer fronteira. Seremos então os filhos queridos dO Pai que nos perdoa; e, em todos os povos, ser-nos-ão dados irmãos em Cristo. A fé que Jesus pede ao que ora não será a que chamamos, com alguma condescendência, “a fé do carvoeiro” ? Sim, Jesus requer confiança total nO Pai, um acolhimento sem reticências, mas enquanto Mateus sublinha o poder do crente que ora, Marcos lembra-nos que a oração não serve para forçar ou mudar a atitude de Deus, e que ela é apenas um dom. A oração serve para transformar o coração de quem ora e para o colocar num acordo absoluto com aquilo lhe for dado por Deus. A dúvida que aqui está referida não é falta de fé, mas divisão (dia-krinô), a divisão que pode introduzir-se no espírito de quem reza. É preciso estar inteiramente aberto, confiante no que vier, pois só assim nos identificamos com O Coração de Deus.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.