QUINTA-FEIRA – 17/JULHO/2014

BeatosInacioDeAzevedoE39CompanheirosMartiresBTOS. INÁCIO DE AZEVEDO e 39 CC MÁRTIRES (1570). Jesuítas martirizados na Madeira pelos calvinistas holandeses quando iam a caminho do Brasil. Dias mais tarde, outros 12 foram mortos por piratas ingleses e franceses, mas Pio IX só beatificou os primeiros, que STA. Teresa d’Ávila vira subirem ao céu.

BeatasCarmelitasDeCompiegneBTAS. CARMELITAS DE COMPIÈGNE (1794). Guilhotinadas na Praça do Trono durante a Revolução francesa, estas 16 carmelitas subiram ao cadafalso louvando a Deus e cantando o “Te Deum”.

Isaías 26, 7-9. 12. 16-19 ; Sal 101,13-14ab.15-21 ; Mateus 11, 28-30

Jesus coloca-se na linha do profeta Isaías que via, na união com Deus e na sintonia com a Sua vontade, um caminho plano. E, todavia, o profeta não teve uma vida fácil nem um fim agradável (segundo a tradição morreu mártir, serrado em dois). Quanto a Jesus o menos que poderá dizer-se é que a Sua vida não foi juncada de flores. No texto de Mateus, notemos que não se diz que o jugo é suprimido ou retirado das nossas vidas. Há, aliás, algum santo que não o tenha duramente experimentado? Temos que nos pôr noutro plano para poder compreender, sem que para tal seja necessário um desdobramento de personalidade, e saber tão sómente descobrir os seus diferentes níveis. É muito gráfica a imagem clássica do mar onde as tempestades, por mais violentas que sejam, jamais perturbam a serenidade das profundezas. Jesus podia dizer-nos, hoje, o que disse sobre a paz: “Eu dou- -vos a minha paz, mas não vo-la dou como o mundo a dá…” De facto, para além do nível em que as provações da vida presente “zombam” de nós, as belas expressões que se encontram nestas leituras não são simples expressões literárias. Sim!, a respiração da nossa alma é o desejo de Deus e a oração. Assim encontraremos o orvalho de luz, a mansidão e a humildade do coração. Para nós é o início dum programa cujas felizes consequências são garantidas por Jesus.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.