1º SÁBADO – 5/JULHO/2014

STO. ANTÓNIO MARIA ZACARIAS (1502-39). Nascido na álvorada do Renascimento, António-Maria estudou medicina em Pádua e voltou para Cremona, sua cidade natal, para exercer a profissão. A Lombardia sofria então fomes e epidemias por causa das guerras. O jovem médico era por todos admirado pelo seu zelo juntos dos empestados. Mas não lhe bastava cuidar dos males do corpo pois via como era urgente debruçar-se sobre as doenças da alma e, assim, abraçou a vida eclesiástica. Em 1530, fundou em Milão uma “Congregação de padres regulares” que colocou sob a protecção de S.Paulo. Estes padres de novo género obedeciam a uma regra, faziam votos religiosos, e depressa foram chamados de “barnabitas”, em referência à igreja de S.Barnabé de Milão, onde trabalhavam. Fundou igualmente a Congregação feminina das“Irmãs Angélicas de S.Paulo”, e um movimento laical associado. Mas era toda a Igreja, onde na época crescia a contestação de Lutero, que necessitava cuidados. António-Maria foi assim um verdadeiro precursor da reforma católica do Concílio de Trento(1545). Esgotado pelo seu zelo apostólico entregou a alma a Deus com apenas 37 anos. Hoje, os Barnabitas estão presentes na Europa, América do Norte e Brasil.

Amós 9,11-15 ; Sal 84, 9.11-14 ; Mateus 9,14-17

“O RESTO DE EDOM…” (Amós 9,11-15). O curto texto que fecha o Livro de Amós é um óraculo de salvação, que faz reflorescer a esperança depois de todas as desgraças da derrota e dos horrores das deportações. A renovação do povo começa pela vitória sobre os inimigos, os povos vizinhos aqui representados por Edom. Alguns séculos mais tarde, a tradução grega há-de ler de outra forma o texto Hebreu e transformar a esperança de um triunfo militar na visão de uma humanidade reconciliada, completamente voltada para a procura de Deus: “O resto dos homens procurará O Senhor”. Este é o texto que Tiago citará no concílio dos primeiros Apóstolos em Jerusalém : ele leu ali
a abertura do cristianismo a todos os homens e a esperança da salvação universal(Act.15,16-18).

DISCERNIMENTO ERRADO (Mat.9,14-17). Que nos dizem os versículos do evangelho? Além do mais, que o jejum não é o fim em si mesmo, nem, aliás, nenhuma prática religiosa por melhor que ela seja, se não for habitada pelo amor e dirigida Àquele a quem a destinamos. Esquecer-se o jejum quando o tempo é de festa porque Jesus está presente, não será demonstrar um discernimento errado? Agarrar-nos ao passado agora que chegaram novos tempos não será petrificar-nos ? Tentemos portanto sair desse adormecimento que nos faz agir por hábitos, por legalismos, ou por falta da presença efectiva dO Deus vivo.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.