QUARTA-FEIRA – 18/JUNHO/2014

S. GREGÓRIO BARBARIGO (1625-97). Bispo de Pádua, aplicou na diocese as disposicões do Concílio de Trento (reforma dos seminários e santidade dos sacerdotes), inspirando-se no exemplo de S.Carlos Borromeu. Muito generoso com os pobres desejava ardentemente a união da igrejas do Oriente e do Ocidente. Canonizado (1960) por S. João XIII.

2 Reis 2,1. 6-14 ; Sal 30, 20-21. 24 ; Mateus 6,1-6.16-18

OsProfetasEliasEEliseuA HUMILDADE E A OBRA DE DEUS (2 R.2,1. 6-14). Herdeiro da sabedoria de Elias, Eliseu teve que tentar 2 vezes para conseguir apartar as águas do Jordão com a capa de Elias. O seu primeiro “ensaio” falhado levou-o a voltar-se para Deus, quem, na verdade, agia através dele. A humildade foi indispensável ao profeta! Para ele, como para os discípulos aos quais Jesus se dirige no evangelho, tudo se constrói na simplici-dade da relação com Deus, duma forma escondida, na intimidade do coração. Pouco importa as maravi-lhas que realizarem, o essencial é que estejam conscientes ser Deus a actuar neles. Será sempre assim com quaisquer discípulos: o seu jejum, a sua oração, a sua esmola são o sinal da obra de Deus neles. Jesus volta-se para as “obras” tradicionais da religião : esmola, oração e jejum. Pede que façamos as obras “no segredo”. A ideia é que elas venham do fundo do coração, habitado pelo amor de Deus e dos homens e, assim, terão que ser esquecidas no próprio momento em que as fizermos, mesmo que tenham custado muito, a fim de dar lugar aos outros, sem os expôr ou entesourar. Se “O Pai” está “no segredo” como poderemos preocupar-nos com o quer que seja, ou com quem seja o outro? “À máxima de Nietzsche:“Sê aquilo em que te transformas”- escreve J.Guitton (1900-98), “Minhas razões de crer”- o cristão contrapõe “transforma-te naquilo que és”, pois a nossa identidade é O Deus Santo.”

“Meditações Bíblicas”, trad. das Ir.Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.