SEGUNDA-FEIRA – 9/JUNHO/2014

SantoEfremSTO. EFRÉM (373). Os hinos e tratados teológicos deste diácono sírio que refutavam as heresias cristológicas fazem dele um dos escritores mais fecundos do século IV. S.Jerónimo refere que a sua exposição era tão clara que em algumas igrejas liam as suas obras depois da Sagrada Escritura. Em 1920 foi proclamado Doutor da Igreja.

S. JOSÉ DE ANCHIETA (1534-97). Natural de Tenerife (Canárias), foi com 14 anos para o colégio jesuíta de Coimbra e aí descobriu a sua vocação missionária. Com 19 anos foi enviado para o Brasil (1553) onde se ordenou sacerdote e permaneceu 43 anos até à sua morte. Participou na fundação do Colégio jesuíta de S.Paulo de Piratininga (1554), origem da cidade de S.Paulo. Beatificado por João-Paulo II em 1980, e canonizado pelo papa Francisco em Abril de 2014.

1 Reis17,1-6 ; Sal 120,1-8 ; Mateus 5, 1-12

“FELIZES SEREIS!” Ao ver as multidões perdidas como ovelhas sem pastor, Jesus sobe a montanha e anuncia as Bem-aventuranças. Ainda hoje, O Filho de Deus continua a olhar para os filhos de Adão. O Evangelho (Mat.5,1-12), não volta nossos olhos para os céus e felicidade prometidos, mas para as realidades terrestres, para os infelizes deste mundo. A mensagem das Bem-aventuranças repete aos pobres, aos aflitos e oprimidos – aos homens do mundo a que pertencemos – que, a partir de agora, todos os pecadores, quaisquer que eles sejam, são filhos muito amados dO Pai. Se O Verbo Se fez carne não foi apenas para nos desvendar a realidade celeste, mas também para nos mostrar o caminho que conduz aO Pai. As Bem-aventuranças são esse caminho, esse percurso espiritual para o alto. Jesus não se contentou em proclamar esta mensagem: viveu-a, tornando-Se Ele próprio a Verdade, o Caminho e a Vida. De facto, a Sua vida é uma contínua exortação a que vivamos em comunhão com um pouco mais de felicidade, com um pouco mais de partilha, de carinho, de justiça, de misericórdia, de paz, de justiça e pureza. Será que tento proceder assim no quotidiano da minha vida?

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.