SEGUNDA-FEIRA – 2/JUNHO/2014

BlandinaSobreviveuSTA. BLANDINA, S.POTINO E 46 CC.(177). No tempo de Marco Aurélio correu no Império o boato que os cristãos praticavam o canibalismo, o incesto e tinham estranhas orgias. Este rumor era credível num contexto em que a decadência dos costumes romanos favorecia o florescimento de inúmeros cultos hedonistas em honra de Baco (Dionísio) e os pagãos ouviam dizer que os cristãos comiam o corpo de Cristo e bebiam o Seu sangue. Além disso, o cristianismo era uma religião de amor, com os “irmãos” a viver em comunidades muito unidas “compartilhando tudo”. STA. Blandina, humilde escrava ao serviço de uma dama nobre de Lyon, sofreu o martírio juntamente com a patroa e mais 47 cristãos na cidade de Lyon. Última a morrer, exclamava: “Sou cristã e entre nós não há nenhum mal”. Com STA. Zita, é patrona das empregadas.

S.MARCELlNO e S.PEDRO (séc.lV). Mártires da Igreja de Roma na perseguição de Diocleciano. Marcelino era sacerdote e Pedro exorcista.

Actos 19,1-8 ; Sal 67, 2-7 ; João 16, 29-33

“EU NÃO ESTOU SÓ…”(Jo.16,29-33). “Vós ides deixar-Me sózinho… todavia, Eu não estou só”. Antes da Páscoa, Jesus é um homem que enfrenta uma dura prova. Porém, Ele também é Deus. “Em Mim encontrareis a paz”. Como é reconfortante ouvir Jesus falar com toda a clareza de solidão – vivida e sofrida por tantos contemporâneos – e verificar que Jesus não Se esquivou à condição humana ; isto é muito importante, embora não nos livre das dificuldades pessoais. É também a certeza – de que Ele deu prova e nos comunicou -, que nos apoia e dá forças. Por Cristo, nO qual nos tornámos filhos de Deus, podemos dizer: “O Pai está comigo”, Ele nunca me deixa só ; apenas por intermédio de Cristo vencedor – que atravessou o mal e a morte – nós podemos ser vitoriosos e destinados à Vida. Nos momentos mais negros de dúvida, sofrimento e angústia, temos a certeza que O Filho e O Pai sofrem juntamente connosco e que, com Eles, nunca ficaremos sós. Quando a nossa fé vacila, O próprio Cristo vem fortificar-nos.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.